Escrito por Lara Monteiro. Criado orgulhosamente com Wix.com

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Como comecei a escrever

Eu escrevo poemas por prazer, é um passatempo.Eu tinha medo de publicar meus poemas, mas, descobri que não tinha importância se as pessoas gostassem do ou não do que escrevia. A poesia surgiu na minha vida quando minha professora de língua portuguesa me apresentou o livro das semelhanças, um livro de poesias. Hoje eu nem gosto mais do livro, mas na época eu gostei muito e foi o que me fez começar a escrever

 
 

Meus Poemas

DESALENTO

 

O rio secou

O mar se foi

O relógio quebrou

Por isso,

O tempo parou

 

A criança já chorou

A lágrima já escorreu

O vilão já corou

O golpe já foi dado

 

O sonho, agora acabou

Já foi embora

O momento já passou

Já é tarde

 

O escuro aumentou

A chama apagou

O medo se alargou

Mas continuar é necessário

 

Correr?

Você não tem mais perna

Sorrir?

Você não tem mais boca

 

O trem já partiu

Para trás, você ficou

Para frente?

Você nem olhou

 

Você é duro feito pedra

Você já não tem mais nome

E agora?

Está sozinho

No meio do mato

Jogado e sem rumo

 

Como seguir?

Como levantar sem escorregar e cair?

Como andar se não tem mais chão?

Não dá nem para abrir os olhos, porque você não enxerga mais!

 

Não tem mais cavalo para galopar

Não tem mais carro para dirigir

Não tem mais casa para morar

Não tem mais emprego para trabalhar

 

E agora?

O que fazer?

A lua não veio

O sol não se pois

 

Cadê sua palavra?

Seus livros?

Onde estão seus poemas?

Onde estão suas músicas?

 

Não dá mais para ler!

Não dá mais para cantar!

Não dá mais nem para morrer!

 

Agora, você corre!

Mas você corre para onde?

Você não tem mais estrada!

Você não tem mais rumo!

Você não tem mais mundo!

Você tem desalento.

O TRAJETO

Estou no carro. O ruído escuro dos pneus aumentam quando meu pai acelera. A música é irritante. Não porque é chata. Mas, sim pela razão de parar a pontualmente a cada sete segundos e meio. Merda. Hoje esse rádio vai quebrar de vez. A cidade é igual todo dia. Quando fui a escola pela primeira vez, havia algumas lojas abertas e algumas pessoas na rua. Tinha uma música tocando, e alguns carros buzinando. Os próximos mil duzentos e sessenta e um dias foram idênticos. As mesmas lojas estavam abertas, haviam as mesmas pessoas na rua, a mesma música tocando e parecia que os mesmos carros buzinavam no mesmo ponto da cidade. O trajeto se repete. De novo, de novo, e de novo. Cada curva que se passa, espero ver uma nova paisagem. Mas nunca a encontro. Pois as paisagens desse trajeto, todas já conheço. Cada dia que piso na cinza calçada de cimento, minha pequena trajetória se acaba. Minha pequenina história termina. Uma história repetitiva. O trajeto.

A SUBIDA

A subida

 

Essa vida tem muitas curvas

Algumas claras

Outras turvas

 

E não importa aonde esteja

tem que ter um ombro

onde possa se apoiar

 

Você não pode nunca parar de andar

E você tem que aprender primeiro a sorrir

E só depois a brincar

 

A vida é uma longa subida

onde é normal cair

Mas para frente

você sempre tem que seguir

 

É normal errar o caminho

É normal se sentir perdido

Mas com um pouco de amor e carinho

você encontrará seu ninho

 

Viva um dia de cada vez

Aprenda a andar

Depois a correr

E mais para frente a voar

 

Respire fundo mas

Você deve suar

enquanto os outros descansam

Você deve estudar

enquanto eles se põe a brincar

Mas os tempos difíceis acabam

pois você vai viver

o que eles sempre sonharam

 

Agora você pode relaxar e fazer uma rima

e em vez de olhar as coisas por baixo

dar uma olhada por cima

No topo dessa linda colina

Dia escuro

 

Não tem mais professor para me ensinar

Não tem mais amigo para brincar

Perdi tudo

Só sobrou silêncio

Silêncio duro

Silêncio ardido

Silêncio mudo

 

Eu aqui implorando

para que a vida seja um sonho

Eu aqui sonhando

O fim desse pesadelo medonho

Eu aqui chorando

Sendo que tudo o que eu preciso

É ir me levantando

 

É normal

A vida bater forte

Te jogar no chão

E para conseguir levantar

Precisa de uma mão

Para se apoiar

 

Mas é só desconstruir

Esses malditos problemas

E nunca desistir

Que tudo fica mais simples

 

As vezes fica escuro

E faz tempo que não tem enxergado

Mas é sempre aí que você encontra
Esse céu estrelado

E para enxergar a luz

Precisamos estar no escuro

Vídeo Poesia

 

Vídeo poesia é uma poesia em vídeo. Uma espécie de “poesia moderna”, Arnaldo Antunes faz muitos vídeos poesias, e aqui estão alguns vídeos poesias de poemas do Arnaldo Antunes. O primeiro vídeo é original dele, mas o segundo e o terceiro vídeo não são feitos por ele mas as poesias são originais dele.

Link dos video poesias:

Agora

poema e vídeo-arte de Arnaldo Antunes

https://www.youtube.com/watchv=9FROBNBoTgQ

Rotina

poema de Arnaldo Antunes

vídeo arte de Guita Sofier

https://www.youtube.com/watchv=5zB5GpAbRkA

O corpo

poema de Arnaldo Antunes

vídeo-arte de Maria Fernanda Gama e Rafael Francischini

https://www.youtube.com/watch?v=UczfTHPtgmY

União

poema de Lara Monteiro 

Vídeo - arte de Lara Monteiro

https://youtu.be/hY-WD5SJxAU 

O que se quebra sem ser tocado

 

Te ouço

mas não te ouço pela voz

te ouço pelo silêncio

olhei para traz

Ouvi e vi o silêncio se quebrando com o canto de um sabiá

não te ouço mais

A Ema e o Sabiá

Um sabiá estava a cantar,

até uma ema nele pisar

 

Ele bradou:

- Ema, em mim você pisou !

 

- Pequeno animal, me desculpe,

por favor não me culpe.

 

- Não há problema,

só tome cuidado, dona ema.

 

- Quem iria te enxergar, animal miúdo?

você é pequeno demais, pássaro estúpido.

 

A enorme, continuava a se gabar,

A grande ave não parava de falar!

 

Até que uma rede, em cima das duas aves caiu,

mas só o sabiá saiu,

 

pois pequeno e esperto ele era,

a ema, o sabiá já não tolera!

 
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